domingo, 11 de abril de 2010

O menino igual aos outros.


Ele era aquele menino que aguardava tudo, não esperava nada, se atirando em esquina e esquina, como se tivesse perdido no espaço, no tempo, sem fim, como um pára-quedista que aterrara no mundo por acaso, e que se esforçava para que aquela escuridão que o rodeava e aquele mistério de que ele era feito não se tornassem estranhos um ao outro.
Ele sentia-se como a peça de um quebra cabeça perdida que tinha ficado na mão do jogador, quando na verdade o quebra cabeça já estava completo, terminado, perfeito.


Já tentou ser feliz hoje?

domingo, 4 de abril de 2010

Contando os dias para Alice.


E quando pensamos que Johnny Depp já deu o seu melhor, nos enganamos, dessa vez ele vem como o Chapeleiro Louco em ‘Alice no País das Maravilhas’ o filme é um dos lançamentos mais esperados para este ano. Trata-se da versão capitaneada pela imaginativa mente de Tim Burton para a clássica história criada por Lewis Carroll.

O Chapeleiro Louco <3


O filme estréia no Brasil no feriado de 21 de abril, que cai numa quarta-feira. (.... A paciência é uma virtude, a paciência é uma virtude, a paciência é uma virtude, a paciência é uma virtude....)

Eis aqui o trailler oficial do filme : . "Alice no País das Maravilhas"



The door.

Eu tentei decifrar um sonho até entender que isto não tinha um nome ou fundamento algum, que era e que ia sendo assim. E que quando eu olhava para dentro de mim, eu saberia que eu não precisava me olhar para saber quem eu era, terapia de autoconhecimento. Mesmo que a maré subisse até meu pescoço, não haveria certeza de nenhum outro lugar, apenas que eu não estava ali. Não eu. Em poucos segundos eu caía, levando a vida adiante como um verme, e ia dizendo adeus, e pensando em concertar, mas continuando a correr.

E caindo por toda parte. Cada prece como a mesma da noite anterior, eu precisava de mim e me entregava as costas. E eu sentia novamente a falta de alguém, algo. Eu estava perdendo a minha religião, perdendo a minha profundidade. Deixando se definhar por pedaços de alguém que eu conhecia. Alguém que acreditava em si mesmo e que com poucas palavras ficava bem. Conceitos que viraram sussurros melancólicos. A verdade é que alguém assim não morre, se esconde por medo de não ser capaz, de não ter voz. Abraçando-se com a escuridão até que todas as cores façam uma única cor. Se fizerem. O abstrato tornando a vida passageira à essência curadora do que seja viver. Como se houvesse algum sentido em minhas palavras, em outras palavras, eu estava bem.

De mim eu ainda tinha a ocasião. Se algo se ausentou em mim é porque eu estava trancado do lado de fora. Talvez eu não perturbasse ao entrar, eu nunca soube antes. Talvez assim fosse meu jeito, talvez assim fosse minha intenção.. Pois meus olhos caídos não representavam em si a fiel certeza dos meus próximos passos, E o que eu quero dizer é que eu precisava estar lá, mesmo que me impedissem. Eu não estava pronto para saber se estava pronto, eu sabia somente que estava nisso. E minha força não estava na minha devoção não dada, na minha selvageria paralisada ou até na minha falsa inclinação, estava além do que sou. Fui destinado a abrir a porta pela qual eu posso me libertar, embora difícil não seja encontrar a porta certa, seja me encontrar em uma.

sábado, 27 de março de 2010

Inevitável

Aproximar-me de ti. Pelos espaços entre as árvores e através das cortinas, eu discretamente te observo.

Assim faço, por já ter se tornado impulsivo em mim. Ainda parece ser tão insuspeitado para nós, não é? E eu creio que seja de fato. Continuo me confundido, então. Sem razão.

Bonita, tu costumas ser tão amável e doce comigo. Sempre linda. Espero ansioso pelo nosso encontro ao acaso, Espio-te de longe. Com a timidez que me assola transbordando, não me atrevo a para abraçar-te. Todo o meu medo se esvai quando estou contigo.Cobrindo-te em meus braços. Transbordo em sorrisos. Jogo-os ao vento. Quem passa perto, pega um para si e me sorri de volta. Enxergam de longe.

Quando te vi , foi inevitável não te querer por perto. Todos os detalhes me levam a ti. Tua direção. Meu lugar. Meu destino! É a sina tua. Sina minha. Que logo irei chamá-la de nossa. Mas mesmo entre toda essa timidez continuo bem, porque agora sim a certeza de que conseguiria me apaixonar de novo é inevitável.